Fã dos Beatles morre de Covid no RN e deixa cartas escondidas para filha em discos vendidos

FOTO DESTAQUE: REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

Uma história que mais parece um enredo de filme está repercutindo nas redes sociais e chamando atenção dos internautas. Uma campanha foi criada para encontrar as cartas deixadas por um pai que morreu em decorrência da Covid-19. As correspondências estavam em discos dos Beatles.  

Karlo Schneider Nogueira, de 40 anos, sempre gostou de jogos e caça ao tesouro com a família, e decidiu escrever cartas e juntar mensagens de amigos para que a filha mais velha, Bárbara Schneider, lesse quando completasse 15 anos. Agora, com 14 anos e cerca de um mês da morte do pai, a família tenta encontrar os bilhetes em discos que foram vendidos na internet.  

Uma amiga da família, Ulla Saraiva, contou a história no Twitter e afirmou que Schneider não imaginava que precisaria vender mais de 400 discos. Segundo ela, ele tinha entre 500 e 600 discos, mas que ficou apenas com 150: “Quando a filha de Schineider nasceu, ele escreveu e pediu pra amigos escreverem cartas para ela ler aos 15 anos. Hoje, ela tem 14 e ele faleceu meses atrás de Covid. A questão é: as cartas sumiram”.  

“Schineider, beatlemaníaco, colocou as cartas dentro de discos dos Beatles. Como ele tinha muito material da banda, e passou por dificuldades financeiras ano passado, se desfez de algumas coisas em fóruns de fãs dos Beatles. As cartas devem ter ido dentro de algum dos LPs. Ele era o rei dos presentes, surpresas e caças ao tesouro. Parece que ele deixou uma última caça ao tesouro para a família e amigos”, continuou a amiga.  

Atualmente, a família mora em Caicó, no Rio Grande do Norte, mas também viveu em Mossoró e Natal. A esposa de Schneider relatou que a maioria das vendas foi feita pela internet ou em sebos de várias partes do Brasil. A amiga Ulla definiu a busca como “encontrar uma agulha no palheiro”, mas pede a ajuda de todos por ter um grande significado para a família.  

“Quem convive com colecionador sabe que é bem possível alguém ter comprado e nem sequer ouvido o disco ainda. Ainda mais se for coisa rara. Ele era incrível, o Forrest Gump de Mossoró. De fato, ele era um personagem único. Merece ter suas histórias contadas”, finalizou Ulla. 

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE/AGORA RN 

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