Museu dos Corais é inaugurado em Maracajaú, no RN

Estrutura instalada no Ecoposto do Idema em parceria com a UFRN é a nova atração da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC).

Um museu inaugurado nesta sexta-feira-feira (4) em Maracajaú, no Litoral Norte potiguar, visa atrair visitantes com materiais interativos sobre os oceanos e com foco na conservação dos corais.

Segundo os organizadores, o Museu dos Corais é repleto de recursos e informações sobre a esses organismos marinhos e convida o visitante a fazer uma viagem ao mar, especificamente nos recifes de corais do Rio Grande do Norte.

O museu fica localizado na sede administrativa da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, a maior unidade de conservação do estado e a única 100% em ambiente marinho.

Ele conta com acervo de exemplares da fauna, atividades interativas e instalações artísticas, apresentando as espécies ameaçadas e as áreas foco da APA.

O equipamento é uma iniciativa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), através de recursos financeiros do Instituto Serrapilheira, a primeira instituição privada sem fins lucrativos de fomento à ciência no Brasil.

Segundo o coordenador do Núcleo de Gestão de Unidades de Conservação do Idema, Rafael Laia, a inauguração do Museu era um desejo antigo da gestão da APARC.

“Ele é exatamente a conclusão do processo de uma parceria eficiente entre o Idema e a UFRN, em que, através de projetos da própria Universidade, conseguimos desenvolver um equipamento com o objetivo de fazer educação ambiental e sensibilizar os visitantes. O Museu é mais um incentivo para que as pessoas venham visitar a Unidade de Conservação”, disse.

A ideia tomou fôlego através da iniciativa do Laboratório de Ecologia Marinha da UFRN, coordenado pelo professor Guilherme Longo, que desenvolve diversas atividades de pesquisa na APARC.

“Nossa ideia é utilizar abordagens interativas, inclusivas e lúdicas, proporcionando um espaço de aprendizado e vivência sobre as características, importância, ameaças e conservação dos oceanos. O intuito sempre foi criar uma ferramenta que pudesse ser utilizada para falar sobre a importância de manter esses ambientes saudáveis em longo prazo, favorecendo sua conservação e uso sustentável. Precisamos mostrar às pessoas como essa biodiversidade é importante para a manutenção da vida”, afirmou o professor.

Segundo o diretor do Idema, Leon Aguiar, grande parte da comunidade local depende direta ou indiretamente desses ambientes de corais saudáveis, seja através do turismo ou da pesca, “e desempenham papel importante para promover sua sustentabilidade ambiental e econômica em longo prazo”.

Os recifes de corais abrigam cerca de 25% da diversidade marinha do planeta, e por isso são conhecidos como “as florestas tropicais dos oceanos”. Apesar de sua alta diversidade, caracterizada por aproximadamente 2 milhões de espécies, estes ecossistemas cobrem menos de 1% da área dos oceanos, e encontram-se distribuídos apenas em regiões tropicais. A riqueza em formas e cores também é uma das principais características dos corais, que favorece associações com organismos de outros grupos, como peixes e crustáceos.

“Essa é mais uma forma de preservarmos nossas espécies, assim como fortalecermos o turismo sustentável. É muito satisfatório conscientizar o uso dessa área”, afirmou a representante da colônia de pescadores de Maxaranguape, Jadeir Regina do Nascimento.

Área de proteção

A Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC) foi criada em 2001, por meio de decreto estadual, com o objetivo de proteger a região marinha que abrange a faixa costeira dos municípios de Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros, no litoral norte do Estado.

Com uma área de mais de 136 mil hectares, a APARC assegura a preservação da biodiversidade marinha presente na unidade com a ocorrência de recifes de corais – considerado o mais diverso habitat marinho do mundo. Com suas belezas naturais e diversidade biológica, a APA constitui-se como pólo turístico do RN, permitindo a prática do mergulho submarino, visitação aos bancos de corais, pesca artesanal e pesquisas científicas.

Serviço

  • Museu dos Corais
  • Horário de funcionamento:
    – de segunda a sexta, das 8h às 17h.
    – sábado, das 8h às 12h
  • Entrada gratuita

FONTE: G1/RN

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