Rogério Marinho diz que Allyson Bezerra anda com “chapéu esquisito” e é criticado por adversários

O senador Rogério Marinho (PL) gerou uma polêmica ao afirmar que o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), pré-candidato do União Brasil ao Governo do Estado, “fica toda hora dando saltos para o ar e andando com um chapéu esquisito”.

A declaração foi dada na última segunda-feira 11, em entrevista ao programa Meio-Dia RN, da 96 FM, no momento em que Rogério defendia a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, nome apoiado pelo PL na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

“Na hora que se tem uma candidatura que não é uma coisa e nem outra, que não fede e não cheira, que é inodora, que é insípida, que não tem gosto, que fica toda hora dando saltos para o ar e andando com um chapéu esquisito, essa pessoa tem pouco a dizer à sociedade”, afirmou o senador, ao referir-se a Allyson.

Na mesma entrevista, Rogério argumentou que a disputa estadual tende a se polarizar entre Álvaro Dias e o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT). “O candidato que o PT apresenta é o sócio do desastre, mas ele tem pelo menos a consistência de defender essa visão de mundo. E nós somos o oposto, a antítese. Nós somos o antagonista claro. Quem está no meio vai perder substância”, declarou.

Rogério também afirmou que Allyson teria sua base eleitoral fortemente vinculada ao eleitorado de esquerda. “Qualquer pesquisa que se faça vai ver que o ex-prefeito de Mossoró tem cerca de 60% dos votos atrelados à esquerda. Se o candidato da esquerda sobe, vai subir em cima dele.”

A referência ao “chapéu esquisito” gerou reação imediata porque Allyson costuma utilizar um chapéu de couro, peça tradicional do vestuário sertanejo e símbolo da cultura nordestina.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira 13, Allyson Bezerra respondeu em tom duro às declarações do senador. “Esse chapéu esquisito, senador, que o senhor está falando, é um chapéu que é símbolo do povo nordestino brasileiro. É um chapéu que é símbolo do homem que acorda cedo, tem que trabalhar na roça, tem que trabalhar no meio do sol, tem que passar por tanta luta para sobreviver.”

O ex-prefeito afirmou que Rogério Marinho demonstrou preconceito e arrogância ao desqualificar um símbolo da cultura regional. “Senador, o senhor é um grande preconceituoso, que tem gosto de preconceito e tem cheiro de arrogância.”

Allyson também lembrou que, nas eleições de 2022, Rogério elogiou seu chapéu de couro durante visitas a Mossoró. “O senhor queria se eleger senador, veio para o Rio Grande do Norte e aqui na minha cidade o senhor elogiou meu chapéu de couro.”

Ao longo do vídeo, o pré-candidato do União Brasil ampliou as críticas, atacando posições defendidas pelo senador em temas como reforma da Previdência, jornada de trabalho, privatização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e a escolha de Álvaro Dias como candidato ao governo. “Esquisito não é o meu chapéu de couro, não. Esquisito é a covardia que o senhor teve.”

Allyson encerrou a gravação afirmando que continuará usando o acessório como símbolo de identidade com o povo do interior. “Eu não vou deixar de usar o chapéu de couro. Eu vou usar cada vez mais o chapéu.”

Também por meio das redes sociais, Cadu Xavier entrou no debate e adotou um discurso ambivalente: saiu em defesa do chapéu de couro, mas aproveitou para atacar o ex-prefeito de Mossoró.

“O chapéu de couro não é esquisito. O chapéu de couro é um patrimônio do povo sertanejo que acorda todo dia de madrugada e usa o chapéu de couro para se proteger do sol, para batalhar pela vida.”

Na sequência, o petista afirmou que o problema, em sua visão, está no uso político do símbolo. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró, que tem a pré-campanha mais cara, uma estrutura maior do que muitos chefes de Estado, usar o chapéu de couro.”

Cadu acusou Allyson de adotar posições contraditórias em relação a temas trabalhistas e políticos. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró, que quando era prefeito, massacrou os servidores do município e agora fala a favor do fim da escala 6×1.”

Para o pré-candidato do PT, o uso do chapéu de couro seria uma tentativa de construir uma imagem popular desconectada da prática política do ex-prefeito. “Usar chapéu de couro não é esquisito. O esquisito, o feio, o reprovável é usar o chapéu de couro para ir para as ruas e para as redes para enganar o povo do nosso Estado.”

Com informações do O Correio de Hoje

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