Prefeito Álvaro Dias sanciona lei que cria campanha permanente de prevenção e combate à depressão

Foto: Joana Lima/Secom

O Prefeito Álvaro Dias sancionou a lei que institui a campanha permanente de informação, prevenção e combate à depressão, visando ampliar a informação e o conhecimento sobre a doença, suas causas, sintomas, meios de prevenção e de tratamento, além de combater o preconceito que cerca a doença e o paciente. A nova lei foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM), na edição desta segunda-feira (04).

O prefeito apresentou os objetivos da lei explicando que existe uma grande preocupação com o aumento de pessoas afetadas pela doença e com a falta de informação acessível à população. “A depressão é uma doença silenciosa que acarreta um grande número de pessoas anualmente. Inúmeras pesquisas evidenciaram que a pandemia aumentou significativamente o número de casos de doenças relacionadas à saúde mental. É importante estar atento aos sintomas para buscar tratamento correto, por isso, é primordial divulgarmos e esclarecermos à população o que é a depressão e a quem recorrer. Esta lei vem para reforçar a valorização da vida”, garante.

Durante a campanha, que entra em vigor daqui a 60 dias, de forma permanente, o município poderá viabilizar a realização de palestras, debates, audiências públicas, seminários, conferências, criar panfletos informativos e educativos, colocar placas ou banners nas vias públicas e tudo o mais que for necessário para esclarecer e conscientizar a população, incentivar a busca de ajuda e o tratamento adequado.

Dados da OMS

As últimas estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontam que cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, afetando  11,5 milhões de pessoas. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 5,9%. A Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a prevalência da doença entre maiores de 18 anos saltou de 7,6%, em 2013, para 10,2% no ano passado.

Os critérios atuais para diagnóstico de depressão, ainda de acordo com a OMS, determinam que para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco dos sintomas do transtorno, sendo um deles, obrigatoriamente, o humor deprimido ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas são: alteração de apetite, perda ou ganho de peso, insônia ou muito sono, dificuldade de concentração, baixa autoestima, ansiedade acompanhada de movimentos repetitivos. Estudos apontam que a depressão ainda é fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose.

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