Emprego feminino cresce 11%, mas mulheres ainda ganham 21,3% menos que homens, diz MTE

Mesmo com avanço na participação feminina no mercado de trabalho, as mulheres ainda enfrentam uma diferença salarial significativa em relação aos homens no Brasil. É o que aponta o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo o levantamento, as mulheres recebem, em média, 21,3% menos do que os homens em empresas privadas com 100 ou mais empregados. Em 2023, essa diferença era de 20,7%, o que indica leve aumento da desigualdade.

A participação feminina no mercado de trabalho cresceu 11%, com o número de mulheres ocupadas passando de 7,2 milhões para 8 milhões, um aumento de cerca de 800 mil trabalhadoras. O avanço foi mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), que registraram alta de 29%, saindo de 3,2 milhões para 4,2 milhões.

Apesar do crescimento no emprego, a diferença salarial permanece. No salário mediano de contratação, a desigualdade passou de 13,7% para 14,3%. Já a participação das mulheres na massa de rendimentos subiu de 33,7% para 35,2%, ainda abaixo da presença feminina no mercado de trabalho, que é de 41,4%.

O relatório estima que seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões na renda das trabalhadoras para equilibrar essa participação.

A média salarial no país é de R$ 4.594,89, enquanto o salário mediano de contratação é de R$ 2.295,36.

O estudo também aponta avanços em políticas internas das empresas, como jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Mesmo assim, a desigualdade ainda persiste.

Entre os estados, os menores índices de disparidade estão em Acre, Piauí, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amapá. Já Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná registram as maiores diferenças salariais.

O relatório segue a Lei nº 14.611/2023, que obriga empresas com 100 ou mais funcionários a divulgar dados de remuneração e adotar medidas para reduzir a desigualdade de gênero.

Com informações do Portal da 98 FM Natal

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