Em defesa do voto impresso, movimentos de direita farão “motociata” em Natal no próximo domingo

Foto: reprodução

Movimentos sociais de direita vão organizar no próximo domingo (1º), em Natal, uma “motociata” em defesa da adoção do voto impresso a partir das eleições de 2022. Com apoio do movimento “Nas ruas”, o protesto deve começar às 15h na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra. De lá, os manifestantes pretendem percorrer ruas da capital potiguar em defesa da mudança no sistema eleitoral brasileiro.

A defesa do voto impresso, que ganhou força nos últimos meses, é puxada pelo presidente Jair Bolsonaro, que acusa o modelo atual de urnas eletrônicas de não ser confiável. O presidente alega que houve fraudes na votação de 2018, a mesma em que ele se elegeu.

Bolsonaro quer que, a partir da eleição presidencial de 2022, os números que cada eleitor digita na urna sejam impressos e que os papéis sejam depositados de forma automática numa urna de acrílico. A ideia dele é que, em caso de acusação de fraude no sistema eletrônico, os votos em papel possam ser apurados manualmente.

O tema já está no Congresso Nacional. Em maio, a Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para estudar uma proposta de emenda à Constituição que institui o mesmo modelo de voto impresso pregado pelo presidente da República.

A PEC 135/2019 foi redigida pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e tem como relator o deputado Filipe Barros (PSL-PR), ambos integrantes da base governista. O relator já apresentou seu parecer, favorável à aprovação da PEC, mas o texto ainda não foi votado.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização das votações brasileiras, refuta as acusações de vulnerabilidade do sistema eletrônico. Em nota, diz que utiliza o que há de mais moderno em tecnologia para garantir “a integridade, a confiabilidade, a transparência e a autenticidade do processo eleitoral”.

“Desde que foi adotada, em 1996, a urna eletrônica já contabiliza 13 eleições gerais e municipais, além de um grande número de consultas populares e pleitos comunitários, sempre de forma bem-sucedida, sem qualquer vestígio ou comprovação de fraude”, afirma o TSE.

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