Foto: Wanderley Pessoa/MEC
A taxa de analfabetismo caiu no Rio Grande do Norte em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). O índice entre pessoas com 15 anos ou mais passou de 10,5% em 2024 para 9,3% em 2025.
Apesar da redução, o percentual registrado no estado ainda está acima da média brasileira. No país, a taxa de analfabetismo caiu para 4,9%, o menor índice registrado pela série histórica da pesquisa.
No RN, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma das principais modalidades voltadas para pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular.
RN tem mais de 46 mil matrículas na EJA
Dados do Censo Escolar de 2025 mostram que o Rio Grande do Norte possui 652 escolas com matrículas na EJA, sendo 644 da rede pública.
Ao todo, são 46.335 estudantes matriculados na modalidade, dos quais 45.221 estão na rede pública.
A EJA atende pessoas que desejam retomar os estudos. Para o Ensino Fundamental, podem participar pessoas com 15 anos ou mais. Já para o Ensino Médio, a idade mínima é de 18 anos.
Plataforma facilita retorno aos estudos
Entre as ações do Ministério da Educação (MEC) para reduzir o analfabetismo está o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA).
A plataforma foi criada para aproximar pessoas interessadas em voltar a estudar das redes de ensino que oferecem vagas na EJA.
Quem deseja retomar os estudos pode acessar o sistema, selecionar a opção “Quero voltar a estudar” e preencher os dados solicitados. Depois, um operador entra em contato para orientar o interessado sobre as oportunidades de matrícula disponíveis.
O CadEJA também conta com agentes de cadastro, que auxiliam pessoas que tenham dificuldade para utilizar a plataforma, e gestores responsáveis por organizar e encaminhar as demandas registradas.
Programa busca fortalecer a EJA
As ações fazem parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), política do governo federal voltada à redução do analfabetismo e ao aumento da escolaridade da população.
O programa também busca ampliar as matrículas na Educação de Jovens e Adultos, inclusive para pessoas privadas de liberdade, além de aumentar a oferta de cursos que combinem a EJA com a educação profissional.
Outra iniciativa é o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), criado para contribuir com a formação continuada de professores e outros profissionais que atuam na modalidade.





